terça-feira, 19 de julho de 2011

Dress Code

Aparentemente, e de acordo com notícia do Público, a Católica decidiu instaurar regras de conduta mais apertadas no que toca à indumentária dos seus alunos e professores. Logo de imediato a blogosfera manifestou-se. Percebe-se porquê. Uma pessoa precisa de expressar o seu universo interior e a melhor forma de o fazer é expondo-se, melhor, expondo-o. Let it all out. Aliás, não percebo o inconveniente de ter um advogado de chanatos, com os pelinhos dos pés arejados, juntamente com uma togazinha de motivos havaianos; ou uma professora universitária de top justinho, de seda, claro, com um decote tão pronunciado que a La Perla possa encorajar os alunos de microeconomia para os detalhes do mercado das rendas; ou um bancário de bermudas e uma T-shirt do Benfica (porque não pode um tipo levar as várias paixões para o trabalho? Os clientes do Sporting irão a outro banco?); ou uma psicóloga de calções até às nádegas para dar maior abertura de espírito a jovenzinhos reprimidos sexualmente... Há tantos motivos para nos revoltarmos contra esta forma castradora de instituirmos um dress code nas escolas e universidades que me intriga a ausência de manifestações de nus nas ruas. Ah, já me esquecia. Isso não. É demais para este povo puritano.
Real conversation between a teacher and a student who constantly showed the biggest part of her enormous breasts in the lesson (they were so openly out in the desk her colleague had problems in finding the bloody book):
- It would be nice if you could bring something else to class, sweety. That might be too much and your colleagues are always looking. THis is a school not the beach.
- Fogo, stor, é assim que eu sou. É assim que eu me expresso!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

ALOE BLACK

Tenho dois bilhetes para vender, preço de bilheteira para o concerto do Cascais Cool Jazz Fest, dia 28 no Parque Marechal Carmona em Cascais, a preço de bilheteira. ANYONE? PLEASE.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Summertime

Finalmente. Tempo para os livros. Tempo para medir a distância do horizonte. Tempo para tirar pêlos das pernas com a pinça. Finalmente. Não é um finalmente definitivo mas é um quase. Ajudaria se o calor apertasse... mas não demasiado que me deixa o corpo dolente. Só mais um bocadinho que tenho a barriga pálida.



Como acho que tenho quase tudo, só peço bocadinhos de outras coisas. Sou uma mulher com sorte.

sábado, 2 de julho de 2011

Midsummer's night dream

Há companhias que ainda fazem coisas muito boas. Fomos ao teatro do Bairro, uma novidade já que há quem acredite ser possível montar teatros e companhias em época de crise. Com figurinos muito inteligentes e actores muito surpreendentes, com uma adaptação extraordinariamente sábia do texto shakesperiano, que fazem duas horas passar num ápice, o sonho de uma noite de Verão é uma peça a ver nesta estação quente. Até porque depois dá para beber uns copos e amar a noite.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

What I can't hold by love, I won't hold by force

Toda a gente devia seguir esta máxima.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

B.I.T.C.H.

Por vezes, ouvimos acusações tão disparatadas que nos apetece estrangular o pescoço por onde passou o ar que as proferiu. Para mim, o mais complicado prende-se não só com uma acusação falsa e gratuita mas também com a pessoa que a congemina. Quando pensamos em alguém que embandeira em arco, não faz a ponta de um corno mas tem a leviandade de se achar o supra-sumo da batatada, acusando os que verdadeiramente trabalham, tudo isto regado por uma bela ignorância e coroado por uma cabeleira amarela mal pintada... bem, só me ocorre dizer:

-Gorda, gorda, gorda, gorda! Podes dizer o que quiseres que amanhã ainda vais acordar gorda e sem bom gosto. Gorda como uma baleia. Toma! Pronto. Apeteceu-me.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

The Tree of Life




Well, well... what can I say? Let us start with the positive things: a fotografia mais bela que alguma vez vi no cinema. Uma banda sonora etérea. As interpretações muito profundas e intensas, apesar de curtas. Agora... não sei que diga das conversas religiosas, da dicotomia natureza-graça, dos momentos espirituais profundos. Há momentos em que saímos de uma narrativa cinematográfica para um documentário do National Geographic... Digamos que este filme do Malick se equipara às experiências literárias do Lobo Antunes. A narrativa desvanece-se ao longo do filme e a experiência é demasiado alternativa para quem gosta da verdadeira ficção... cinematográfica. Aqui, temos uma espécie de cocktail: Sean Penn, dinossauros, vulcões, Brad Pitt (não há nenhuma associação entre estes elementos já que falo de Tiranossaurus-Rex e vulcões havaianos (se está perdido... experimente isto numa sala de cinema perto de si), constelações, planetas, asteróides, árvores, árvores, árvores, criaturas marinhas, água, água, tubarões, crianças, erva, erva (não cannabis, apesar de parecermos estar pedrados nesta altura), partos, pés, mãos, paraíso... A determinada altura o público sentiu-se defraudado, o stress e incómodo eram evidentes. Regressaram todos após o intervalo. A segunda parte aparente maior normalidade. Ficou toda a gente. Não sei que conselhos dar, se sugira ou não. É diferente de tudo o que já vi. Compraria a primeira parte do filme para ter em casa e ouvir em surround. Não sei que mais diga excepto que tenho saudades do verdadeiro cinema, pure and simple.




Depois uma gaja lê estas interpretações todas tão intelectuais e fica a pensar cada vez mais pertence às massas. Olha, sabem que mais... ainda bem.