quinta-feira, 6 de março de 2008

Those bloody SMS

This could come from someone who is alergic to mobile phones or to their tiny little keys. It could also come from people of older generations but the fact is that many older people are now keen on text messaging - my mother does it, even if it looks like Morse Code, she still gets it through.

It actually comes from me, as a teacher. I cannot bear the continuous clicking of kids' thumbs on their favourite pet machine. Supposedly, students/ teenagers see themselves as complete individuals if other people actually pay attention to them. This happens if they receive many messages (SMS). In order to receive them, it might be a good idea sending them first. The recipient feels the obligation of answering you back- no matter how unpleasant it might be for him or her.

To make teenagers feel the "love" presented by SMS feedback, mobile operators offer them thousands... let me repeat that ...THOUSANDS of free messages. Let there be love circling around communication waves! Good idea. Let me introduce you to the consequences of this brilliant idea:

* teenagers, and most younger kids have gained a new organ - it vibrates, sings, rings, and you can even play with it (there's no sexual pun intended). It is not attached to the body but you might endanger the child's sanity by taking it away from her.

* the concept of paying attention in the classroom is officially dead because this organ is way too active (the free messages from the operators were a priceless contribution).

* the language is no longer the same because it has been changed in order to fit a mobile screen (poix; pk; beixs).

* the last one worries me because the new generations are mutating - their thumbs look like the paws of rhinos: big, fat and round.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dexter

Uma série nova com um actor já muito batido nas noites de qualidade da RTP2 traz uma lufada de ar fresco às séries de investigação criminal. Esta tem o criminoso e o bom da fita "ensandwichados" num dois em um inusitado. O mano gay do "Sete Palmos de Terra" é um cientista forense assim como um criminoso dedicado e compulsivo. Tem princípios morais apurados, que lhe foram incutidos pelo pai, o que faz com que mate, chacine, sangre, decepe, massacre - sempre com a higiene de um médico legista - apenas os maus da fita. É um vingador social com quem criamos uma empatia fácil, já que todos temos desejos de vingança bem lá no fundinho da nossa biologia irracional.
Todavia, a sua beleza e estranheza, reflectidas no encanto e grande adesão a esta série, advém do facto de tentar ser tão normal quanto todos nós, mas sem qualquer noção dos critérios para corresponder ao conceito dessa mesma normalidade. Faz as investidas mais disparatadas e descontextualizadas com a "namorada"; falta-lhe o bom senso nas relações familiares e profissionais, e apenas revela um grande êxito e satisfação quando está só ou... prestes a matar alguém. Apesar do insólito da personagem, há um momento ou outro em que nos identificamos com ele...mas não ficamos incomodados por isso. Maybe, and it's just a hypothesis, we all have a lovely silent talented hidden killer inside.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Contrasts

Passion crashes into obstacles; Reason peers around them.


Mason Cooley

Dead Portugal



Encontrei numa revista um excerto das memórias da mulher de Junot (general que comandou uma das invasões francesas - acho que foi a segunda, 1809, mas a memória da história de 7º ano já se perdeu faz tempo). A senhora chamava-se Laure e era a duquesa de Abrantes. Deu mostras de uma sapiência rara e de um olhar perspicaz, capaz de trespassar analiticamente a imagem de um Portugal em finais do século XIX. O excerto em questão reza o seguinte:
"A nobreza, salvo algumas excepções perfeitamente honrosas (...), é inteiramente degenerada. Mas o povo dos campos, que é preciso não confundir com o das cidades de Portugal, é ainda muito bom de coração, e poderia tornar-se uma nação, se os frades e os padres, ao usarem do seu derradeiro momento de poder, não dessem cabo do que resta de grande e generoso naquela nação."
Ora bem, trocamos a nobreza pela classe alta associada ao novo-riquismo da burguesia; a igreja pode ficar (embora já não usufrua nem do poder de outrora nem o conjugue com uma cega obediência do rebanho cada vez mais diminuto); para finalizar, podemos imaginar que os políticos actuais vieram substituir um D. João VI pouco dado a confrontos directos, que foge com o "grande traseiro à seringa" (é melhor confirmar esta descrição avantajada nos retratos da época). Depois de termos substituído os intervenientes da conjuntura portuguesa de há dois séculos, podemos ver que o quadro sofreu alterações "significativas": a saber, os ingleses já não estão em Lisboa (mudaram-se para Cascais e para o Algarve) e... o resto está igual! Valha-nos o bom povo que continua o mesmo coitado, explorado, deplorável, mas humilde e de bom coração. Só mesmo uns palermas como nós é que aguentamos o estado desta nação.
Rertorne Napoleon, nós ôtres te perdonés!

domingo, 2 de março de 2008

A moment




I can't help it. I love people. I love to love and I love to see people that love each other. I love photos that capture that. It's as if one imortalized that feeling.

Four Weddings and a Funeral

Vi este filme quando ainda estava na prateleira dos mais requisitados, na época em que as cassetes eram tão volumosas que só traziamos um filme de cada vez. Achei uma história divertidíssima, porque o grupo de amigos que protagonizava a cena era tão heterogénio e, simultaneamente, tão rico, louco, e tolerante face às diferenças de cada um. Seria o prenúncio do grupo de amigos que hoje me rodeia - tão descontraídos, tão diferentes e tão saudavelmente autênticos. Isso, como fazia parte de um futuro distante, era algo que apenas podia invejar. Por isso, apaixonei-me pela música dos Wet Wet Wet, pelo ar trapalhão e profundamente desconcertado do Hugh Grant e pela libertinagem ousada da Andy Macdowell ( que agora anuncia cremes "estica- a-pele").
Mas no meio de tantos casamentos, apaixonei-me pelo funeral. Melhor dizendo, pelo poema de W.H. Auden que é lido pelo jovem homossexual no momento em que se despede do seu companheiro. Verti tantas lágrimas que fui obrigada a fazer uma corrida ao Water Closet para procurar auxílio num rolo de toilet paper. Lembro-me de a minha mãe perguntar: "Tás a chorar, filha?". E eu, na minha inocência pré-adolescente, relatei-lhe brevemente a cena. Retorquiu-me: "Nã precisas de tar a chorar por causa de um par de...". Omito o restante porque é apenas reflexo da diferença geracional e do conservadorismo do Estado Novo.
A cena continua a fazer-me chorar e o poema continuará a espelhar o sentimento de perder alguém que amamos.


FUNERAL BLUES

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.


Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.


He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.


The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
--
W.H. Auden

sábado, 1 de março de 2008

Secret Heart

This song means a lot to me. I love the singer because she has that radical look to her, independent and wild. Still, she manages to sing about the most beautiful things in life with a strange but nonetheless tremendouly attractive voice. It's hard to find Feist's videoclips without being live ones, which might mean the lady loves the contact with the audience. I like that and I also like the fact she's coming to Portugal in June - Aula Magna - at last!

It seems some countries are expert at a certain type of production, and the more remote they seem, the more talented and inovative the production - as brilliant as the Australian actors, Canada presents us with a variety of singers which is refreshing. Feist is a good singer, composer and writer. Thank you to the friend of a friend of mine who found out about her.

I've been offered one of her CDs twice. It was the best present I got - it had a lot attached to it:).

For those who haven't discovered her, take your time and listen carefully.